Mulheres que sofrerem violência doméstica vão ganhar um local para se recuperarem psicológicamente. Ontem, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Reforma do Judiciário, firmaram um convênio para estruturar, em Curitiba, oficinas terapêuticas para atendimento às mulheres. A medida complementa a Lei Maria da Penha.
Nas oficinas terapêuticas, a mulher vítima poderá contar com atividades lúdicas e artísticas, vivências em grupo, orientações de profissionais da área de psicologia e terapia ocupacional, palestras em diversas áreas, entre outras iniciativas que possibilitem a reflexão a respeito de seu papel social e da condição de sujeito de direito.
O convênio prevê recursos de R$ 392.821,43, sendo R$ 384.965,00 provenientes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal, e R$ 7.856,43 do MP estadual, para a estruturação de todo o projeto, incluindo locação de imóvel, contratação de profissionais, aquisição de livros e materiais artísticos, entre outros objetos. “O objetivo maior é que essas mulheres
tenham a oportunidade de refletir sobre seu papel na família e na sociedade e de sair da dinâmica de violência e infortúnios que experimentam, servindo de exemplo positivo para outras mulheres em situação semelhante”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, que assinou o convênio juntamente com o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério, Rogério Favreto.
“Muitas vezes, a mulher se enxerga, equivocadamente, porque pressionada, responsável pela violência que a vitimiza. A autoanálise e as vivências grupais oferecidas, além da orientação jurídica eventualmente demandada, permitirão que ela reenfoque seu papel na solução dos conflitos domésticos”, afirma a promotora de Justiça Claudia Cristina Rodrigues Martins, da Promotoria Especializada de Violência Doméstica e Familiar, da capital.